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FAQ 1.
Como manter as pessoas estimuladas, num projeto, ao grau máximo, sem esgotá-las,
a longo prazo??? Vi que a competitividade é um componente importante,
sendo apontado, inclusive, por seu efeito sobre o psiquismo. Mas, esses
estímulos "fortes" podem causar um esgotamento a médio prazo. E então,
o que fazer nesse caso? (Apenas: como se mantém a estimulação no pico
máximo?!) |
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2.
A punição, como reforçador negativo, foi algo que me incomodou!!! Ela
é indispensável??? Não há como trabalhar utilizando, tão somente, o reforçador
positivo, as recompensas, etc??? |
| 3.
Apesar dessa flexibilidade toda que é exigida, os recrutadores partem
do diploma e/ou da formação técnica para selecionar
as pessoas. Os anúncios não pedem habilidades, mas títulos...
Para um primeiro contato, no mais das vezes não é levado em
conta o que a pessoa tem a oferecer, independentemente do curso em que se
formou (o que ela tem a oferecer pode ter sido obtido de outras fontes além
do dito curso...). Isabel Pagano (ipagano@mpc.com.br) Resp.: É verdade, isto provém do fato de que é necessário ter alguns critérios de seleção para filtrar candidatos. A resposta para superar o filtro é enviar um trabalho que chame a atenção para as competências adquiridas de forma não convencional. Como cito no livro, Einstein foi recusado como professor de física em duas universidades por não ter títulos... |
| 4.
Não estou inserida no mercado de trabalho "comum" (explico: como
"multitarefa" autônoma, dependo de mim mesma para dar rumo às
minhas atividades e para colocar meu potencial na ativa), mas já estive,
saí, quis retornar e foi então que percebi como as estruturas são
engessadas: procuram-se funcionários muito mais pelo título,
conferido por um diploma que ele possa apresentar, do que pelo seu potencial
e pela sua experiência. Por exemplo: eu sou formada em Letras e em
Linguística, mas já fiz tanta coisa na minha vida, gosto tanto
de aprender coisas novas, que tenho certeza de que posso me sair bem em
pelo menos uma dúzia de atividades que pouco têm a ver com
dar aula de português ou fazer traduções... :))) Mas
ai de mim me aventurar a um cargo de, digamos, relações públicas,
ou assistente de treinamento... Quis fazer esse comentário porque
gostaria de saber sua opinião a respeito. Imagino que fuja um pouco
da sua área, mas por acaso você já escreveu alguma coisa
sobre isso? Isabel Pagano (ipagano@mpc.com.br) Resp.: Creio que aí precisa haver criatividade também no recrutamento. Quem se lançasse a uma seleção baseada em critérios não convencionais talvez colhesse alguns gênios por aí espalhados. Quando se precisou de gente para conceber o primeiro computador inglês, destinado ao cálculo de tabelas de tiro para artilharia, pediu-se bons alunos de matemática que fossem também exímios enxadristas, este modelo deu bons resultados. |
| 5.
Talvez seja um comentário absolutamente dispensável (e talvez
não tenha nada a ver com empresas) mas, vá lá... :) : Acho que grau de dificuldade
conta, juntamente com o lapso temporal. É mais fácil pensar
a longo prazo quando o que está em jogo não é exatamente
um sacrifíicio. Por exemplo, fechar a torneira ao escovar os dentes,
para poupar água para as gerações futuras, demanda
menos esforço do que trabalhar no esquema do lavrador ucraniado citado,
pelo bem das gerações futuras... :) Claro que nesse caso também
está em jogo alguma forma de recompensa (aceitação
social, paz de espírito, etc). Isabel Pagano (ipagano@mpc.com.br) Resp.: O ponto que eu queria ressaltar é quanto estas condutas de prêmio a longo prazo são menos efetivas. Uma educação com grande consciência social deve dar seus frutos, mas demanda também um investimento que se mede em gerações. |